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Feliz Ano Novo

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Arrumei confusão no meu 2º dia do ano, isso me leva a crer que o ano não será bom como pensei. Como planejei. Léo estava quase chegando em casa na ultima noite do ano para começarmos o esquenta na casa de outro amigo. Fiquei anotando meus planos para se realirem em 2012. Minha idéia é arranjar um emprego, horário integral. Certinho! Acordando às 7h da manhã.

Levanto, tomo um banho, escovo os dentes, me visto, ponho uma roupa legal e vou para o ponto de ônibus junto com outros 30 cidadãos. Rotina.
Bem, o problema que foi que ao sair da festa depois de beber varias latinhas de cerveja que desceram redondo. O sol nascia no meio das nuvens vi ao bater a porta do banco de trás do carro com outras três pessoas, todos homens que eu nunca tinha visto até aquela noite.  

Não estava avaliando bem minhas atitudes com tanto teor alcoólico no sangue. No caminho de casa, a carona que peguei passou um sinal vermelho e soube pelo policial que nos parou que o velocímetro estava o dobro do permitido.

A sirene ligou. O motorista notou. Era com a gente. Sujou. Ferrados. E eu nem ainda tinha cheirado a minha carreira na carteira de identidade do desconhecido ao meu lado. Não que eu seja preconceituosa, mas japonês ninguém merece. Não curto japonês. E ponto. Com a freada o pó voou e o policial, viu tudo branco, não deu para esconder. Fomos parar na delegacia, fui algemada e viajei no porta malas do carro da policia sozinha em uma viatura e os outros caras espremidos no outro carro da policia.

Agora sou uma mulher fichada na policia. Acho que vou por isso no meu CV antes de enviar por ai. Só pra sujar um pouco a minha imagem de menina perfeita. É brincadeira. É melhor rir pra não chorar.








Eu quero um carro zero

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Quando se trabalha em cargo publico, especialmente, diretamente ligado a um político importante, as pessoas sempre se aproximam querendo algo, imaginam logo um gordo salário no fim do mês, mas nem sempre é assim. Conto o caso, mas não cito nomes.

Nina levantou assustada já passava do horário marcado com o amante na concessionária. O mimo um carro novo era presente prometido embaixo dos lençóis do motel Concord, para substituir o velho Uno duas portas, com um amassado na porta do motorista. “Ah...Kikinho não pega bem a namorada de um político andar por ai, em carro velho e amassado”, ela fez ele repetir a frase em voz alta, já que haviam bebido muito Lambrusco naquela tarde de quarta-feira, quando ele deixou a Assembléia fugido assim que Nina ligou dizendo que não tinha aula naquele dia.
Nina chegou à concessionária em cima do seu salto agulha 10cm, para não ficar na cara que ainda estava no colegial, exemplificando, Nina nem tem carteira de motorista, mas a exibida faz de conta que tem uns dezenove aninhos. Engana pelo excesso de exuberância.
- Kiko cadê você? Já estou aqui e escolhi um Golf cinza lindo. Você vai adorar. Não! Você vai amar.  A-mar.
- Querida eu não posso mais comprar o presente que tinha prometido a você. O dinheiro era de contratos de licitações e tive que repassar o dinheiro para o “Turco”. – Disse a voz do outro lado da linha. Seu amorzinho que tinha o apelido de kiko, assim Nina o chamava.
- Como assim?! Kiko vem já pra cá comprar o meu carro.
- Esquece isso. Vai embora tenho que desligar nossa conversa deve estar sendo gravada.
- E o que eu tenho com isso? Eu só quero meu carro. - Porque mulher é assim? Quando teima com algo não tem Cristo que agüente.
- Não tem mais carro, não tem mais emprego no Detran e esquece o salário de R$3.200 reais todo mês.
- Eu vou ai na Assembléia agora e faço um escândalo! – Nina estava na pior fase do mês – TPM. Sentiu o fogo subir debaixo para cima e então explodiu em raiva, ira e palavrões, os mais feios são cuspidos pelo celular em plena concessionária, o assessor que ela jura que é político. Ele disse, então ela acredita.
- Pode ir na ALE benzinho e faça seu escândalo para os Federais que estão lá agora mesmo. Dê uma olhada nos sites. Ferrou tudo. Entendeu gatinha!
- E os R$ 70 Mil que você disse que tinha em casa? Cadê?- E uma onda de calor carregado de vergonha tomou seu corpo praticamente sem roupa. Pernas e peito dizendo “oi” para os vendedores de carros da concessionária.
Em um minuto tudo mudou. Nina estava linda feliz da vida em ganhar um carro zero, só seu. O Uno ela ganhou de um ex-namorado. Um professor de filosofia da Universidade Federal do Estado. O coitado ganhava muito mal, o dinheiro ia todo em motéis e presentes para Nina. Na ultima tentativa de fazer Nina parar de ver outros homens ele deu o próprio carro de presente a menina com cara de anjo e de pernas abertas era a porta do inferno.
Não adiantou nada. Uma semana depois Nina estava saindo do motel com o novo “namorado”, um assessor de político encrencado com a Polícia Federal.
Saiu de lá ainda falando ao celular pra não encarar os olhos afoitos dos homens. Falando sozinha porque “Kiko” desapareceu e não atendeu mais o celular. O contador de historias não tinha mais nada para falar.